Uma alimentação saudável é fundamental em todas as fases da vida, sendo um dos pilares mais importantes para o alcance da longevidade e da saúde cardiovascular. No contexto do Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado em 08 de agosto, o alerta se volta para a conscientização da população sobre a prevenção e o controle do colesterol alto, além dos riscos associados a doenças graves do coração e dos vasos sanguíneos decorrentes do excesso de gordura no sangue. “A adoção de um estilo de vida saudável pode, por si só, promover reduções expressivas nos níveis de LDL-c (o colesterol ruim) e de outros fatores de risco, além de potencializar os efeitos de eventuais tratamentos medicamentosos”, afirma a nutricionista Maria do Carmo Martins (CRN-10 0803).

A modificação dietética é uma das ferramentas mais eficazes para o controle lipídico. Em um planejamento alimentar, é indicado o consumo de frutas, vegetais e grãos integrais; leguminosas, nozes e sementes; fontes de proteínas magras – peixes, aves e laticínios com baixo teor de gordura saturada -; gorduras insaturadas – presentes no azeite de oliva e abacate.

Nesse cenário, dois padrões alimentares se destacam como referências mundiais de eficácia: a dieta mediterrânea e a DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension).

Inspirada nos hábitos tradicionais de países como Grécia e Itália, a dieta mediterrânea prioriza alimentos frescos e naturais. Destaca-se pelo consumo frequente de azeite de oliva, vegetais, frutas, peixes, grãos integrais e oleaginosas (como castanhas, nozes e amêndoas). O plano exige a evitação rigorosa de produtos ultraprocessados (comidas prontas, salgadinhos e embutidos), além de açúcares, refrigerantes e farinha branca. Já a DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), originalmente criada para prevenir e controlar a hipertensão, foca em nutrientes essenciais como potássio, cálcio, magnésio e, sobretudo, fibras solúveis. “Fibras solúveis absorvem água e formam uma espécie de gel viscoso no trato gastrointestinal, o que reduz a absorção de colesterol, aumenta a excreção de ácidos biliares e modula a microbiota intestinal, resultando em efeitos hipocolesterolêmicos significativos”, ressalta a nutricionista.

O combate ao colesterol alto e a proteção cardiovascular não dependem apenas da dieta, mas sim de um estilo de vida mais saudável que engloba:

Para garantir que todas essas mudanças ocorram de forma segura e adaptada à rotina de cada indivíduo, o nutricionista é o profissional capacitado para elaborar um planejamento dietético adequado, seguro e individualizado.

Fonte: Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025